Cantando na Chuva

Um dos meus ditados favoritos diz que “quem vai pra casa não se molha”. Adoro andar e adoro chuva e adoro fazer o que gosto. Poder não precisar parar sob alguma marquise para esperar a boa vontade da natureza é um pequeno grande prazer, um luxo que somente a volta para casa nos dá.

Obviamente, reclamo de uma chuva que cai bem na hora que preciso sair, mas chuva é isso, chuva cai. A natureza está sempre certa e, como boa filha, respeito. É a coincidência que não me favorece.

Por outro lado, usufruir da chuva é como viver da natureza. E eu sou um tanto hiponga. Guardo pedras em formatos curiosos, uso folha seca pra marcar a página do livro, leio, aliás, melhor ao sol e pegando um ventinho.

Se você me vir por aí abraçando uma árvore, eu não estou louca. Estou tentando não ficar. Se eu estiver caminhando na chuva e falando sozinha, não se engane: não basta se molhar, tem que cantar também. A chuva é um incentivo à sanidade.

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