Livros que amo

Ágape / Padre Marcelo Rossi / Nota 5 🌟/ Editora Globo

Abordarem um pouco sobre esse livro, pois gosto muito livros
que falam sobre religiões e principalmente sobre amor.
E que quando mais amor ao próximo, ajudamos ao próximo, mas
perto de deus estamos. Um otimo Livro que aqueceu meu coração.
Amo demais, e fez com estivesse mais próxima de Deus.

Toda forma de amor

Dizem por aí

Que o amor é tudo que importa

Que ele supera todas as barreiras

Dores, amores

Idades frustadas

Separadas na maternidade

Dez, vinte, trinta anos

Mais

Sexo

Igual

Diferente

Mesmo amor?

Por que não

Por favor

Não mate seu amor

Ele não é a maior coisa que existe

Que seja estranho para quem for

É somente a sua dor

Do seu amor

E se seu amor realmente é tão forte

Vençam

Sejam mais

“Sejam tão felizes quanto a gente será”

Se eternizem

Nem que sejam em seus mundos

Sejam vocês.

Autora: Lany

Despertar – Octavia Butler

Despertar tem muitos temas, escolhi aquele que mais me chamou atenção, senão isso aqui vira uma tese.⁣

O livro nos mostra como seria a vida dos humanos se, após destruímos o planeta, fossemos salvos por seres alienígenas.⁣

É chocante como Octavia Butler trata do caso, me fez ter muita vergonha alheia sobre como nossa espécie se comporta egoísta e cruel com o diferente.⁣

O diferente não é o ser alienígena, não! O diferente somos nós mesmos, humanos de diversas formas, tamanhos, gêneros, condição social, pensamentos ideológicos, enfim… nós somos incrivelmente ruins, perversos e tóxicos.⁣

O alienígena nos salvou, e por mais que tenham nos “estudado” como uma experiência de laboratório (polêmico isso, mas alegórico), nos deram oportunidade de melhorar, de devolver o planeta que destruímos pela intolerância.⁣

Esse paralelo é totalmente óbvio no livro, e toda relação entre os homens e os Oankali é repleta de desconfiança, de raiva, de dúvida, rejeição e por fim aceitação, eu até entendo.⁣

Mas Octavia Butler vai mais além, ela demonstra como é difícil o homem conviver com sua espécie sem haver conflitos.⁣

Ora são disputas por poder, ora são intolerâncias de todo tipo (coisas que são tão reais), Octavia promove uma reflexão sobre a aceitação do diferente, sobre a boa convivência, e sobre paz.⁣

O homem, como espécie, parece-me como nunca, capaz apenas de guerrear… seja consigo ou com qualquer outra espécie, e pouco importa se o resultado é a autodestruição.⁣

Sou do time Oankali!⁣

E vocês, dispostos a mudar de frequência e evoluir?⁣

O trono da Rainha Jinga – Alberto Mussa

Vários eventos violentos acometem a cidade do Rio de Janeiro de 1626, crimes que são atribuídos ao um grupo herético de escravos.⁣

A história tenta solucionar os crimes, mas não deixa de lado o contexto da escravidão, a condição do negro naquela época e das histórias de batuques e feitiçaria.⁣

Da intrigante trama chamou atenção a presença da Rainha Jinga em capítulos ocorridos na África que dão ao leitor fatos e frases enigmáticas envolvendo a rainha de Matamba.

Outro ponto rico da novela é a própria narrativa, onde cada personagem fala sobre os fatos acontecidos. Pareceu-me de certa forma que o autor estava ouvindo testemunhas. Achei bem interessante, porém confuso.⁣

Apesar de o autor afirmar que não é um romance histórico, e sim uma novela policial, o fato é que o fundo histórico teve importância essencial na recriação de cenários da Cidade do Rio de Janeiro, além da presença da figura da Rainha Jinga.⁣

Foi um boa leitura para um fim de semana!⁣

Agora vou atrás de outro livro que fale sobre a Rainha Jinga (ou Ginga, não sei!) pois fiquei curiosa!⁣

#lerliberta ⁣

Resenha Duplo Eu

DUPLO EU
Autora: @navielavraie
Ilustrações: @audreynalley
Tradução: @renatasilveira4
Editora: @editoranemo

Duplo Eu conta a história pessoal da Navie em relação ao seu peso e como ela lidou com isso com o passar do tempo. Ao ir a uma nutricionista-psicóloga que disse que a obesidade que tinha era como carregar uma mulher da mesma idade nas costas, Navie criou, ou melhor, visualizou uma companheira de vida. No decorrer da história é contada a convivência das duas, como o duplo aos poucos foi “assassinado” e as consequências disso.

Essa graphic novel mexeu muito comigo e mais ainda porque eu precisava dela para me ajudar e estimular no pensamento balanceado de aceitação/desejo de mudar. Eu sei, é um pouco confuso até pra mim, mas ver meu problema contado em quadrinho, que é um dos meus formatos favoritos de leitura, foi muito reconfortante e inspirador. Sou muito feliz por ter amigas que me conhecem tão bem porque o timing da Clara foi perfeito. Me sinto grata!

Para finalizar, está totalmente recomendado, tendo você ou não problemas com seu corpo. A arte é maravilhosa e amei o laranja entre o preto do traço e o branco do papel, mexeu ainda mais comigo porque minha cor favorita é laranja.

Cantando na Chuva

Um dos meus ditados favoritos diz que “quem vai pra casa não se molha”. Adoro andar e adoro chuva e adoro fazer o que gosto. Poder não precisar parar sob alguma marquise para esperar a boa vontade da natureza é um pequeno grande prazer, um luxo que somente a volta para casa nos dá.

Obviamente, reclamo de uma chuva que cai bem na hora que preciso sair, mas chuva é isso, chuva cai. A natureza está sempre certa e, como boa filha, respeito. É a coincidência que não me favorece.

Por outro lado, usufruir da chuva é como viver da natureza. E eu sou um tanto hiponga. Guardo pedras em formatos curiosos, uso folha seca pra marcar a página do livro, leio, aliás, melhor ao sol e pegando um ventinho.

Se você me vir por aí abraçando uma árvore, eu não estou louca. Estou tentando não ficar. Se eu estiver caminhando na chuva e falando sozinha, não se engane: não basta se molhar, tem que cantar também. A chuva é um incentivo à sanidade.

Energias

No mundo existe uma coisa
O nome dessa coisa é energia
Não me refiro a energia que acende a luz da casa
Mas sim aquela que acende a luz da alma
Dependendo da forma que é usada
A mesma energia que acende, apaga
Apaga os sonhos, os sentimentos e a calma.

Essa energia pode ser positiva ou negativa,
A positiva deixa os dias melhores,
Transforma dor em alegria,
Nos tira da agonia.
A negativa deixa a vida escura,
Cheia de amargura,
Nos afoga nas nossas próprias loucuras.

A diferença entre pessoas positivas e negativas é o que elas deixam por onde passam,
As negativas, 
Deixam sua dor.
As positivas,
Deixam sua cor.

-Ana Beatriz Marques

Vegetal

Eu descobri que força, é vontade
Agora quero ser feliz
Mesmo que o desgosto suba cada vez mais
Como xilema na planta que me tornei
Sou a prévia de tudo que vai acontecer
Com forma sólida quis te possuir
E já estou pronta
Você sorri e eu choro
Não ia aguentar ver de forma clara
Tratei de imediatamente desenhar situações
Para não cometer crimes
Do sentimento que me tira a razão
Chuto todos os potes de ouro
Bato palmas pra delicadeza
Volto pra casa
Choro sorrindo no ombro amigo
Tremula, sem saber o que sentir
Cavo um buraco na terra molhada do jardim
Ponho as mãos e os pés
Caio num sono agitado de lembranças
Desejos realizados de forma contorcida
Ficando dependente da caridade rara de alguém
Que fique contente em me ver corada e viva

 

Ana Karolina de Melo Paiva em 20/06/2010

Ânsia

Eu tenho ânsia de vida
E vivo com ânsia,
Ânsia de vômito,
Ânsia de encontro,
Ânsia de reencontro,
Ânsia de carinho,
Ânsia de seguir algum caminho,
Ânsia de ter um destino,
Ânsia de tu,
Ânsia de mim,
Ânsia de nós, 
Ânsia de ânsia,
Ânsia de vingança,
Ânsia de ser sempre uma criança,
Ânsia de me ter,
Ânsia de te ter,
Tenho ânsia de tudo,
Tenho ânsia de viver.
 
-Ana Beatriz Marques
15/02/2018 (quinta)
11:21

Sim

Ah sim

Somos jovens

Temos tempo

Mas não sabemos lidar com ele

Ah sim

Somos fortes

Temos problemas

Mas não sabemos lidar com eles

Temos nossa força que nos ajuda a sorrir

Mas muitas vezes nos seguramos para não chorar

E se chorarmos

Não teria problemas

Mas ainda sim evitamos

Preferimos nos fazermos de fortes

Mesmo quando não estamos sendo

Ah sim

Tem um porque

Só nunca saberemos dizer

Somos apenas robotizados

De tal forma que nem saber mais

Se sentimos ou não

Se são dores

Medos

Angústias

Ou mais nada.

Autora: Lany