Resenha Mapa dos Dias

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Livro: Mapa dos dias ( O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares )
Autor(a): Ransom Riggs
Editora: Intrínseca
Páginas: 448

Resenha

 

Jacob retornou para casa, tentando encontrar uma forma de viver sua vida normal e conciliá-la com a peculiar, voltando para a fenda no País de Gales e reencontrando seus amigos e a doce Emma. Mas algo mudou no mundo peculiar e Jacob não precisa mais pensar no assunto quando a Srta. Peregrine e todos os seus amigos aparecem em sua casa, nos dias atuais.

Por algum motivo, o tempo reiniciou para todos os pupilos da Srta. Peregrine e eles podem circular livremente no tempo presente, sem envelhecer aceleradamente. Agora eles estão em missão por todo o Recanto do Demônio, tentando reconstruir o próprio mundo, desbravando fendas e salvando peculiares.

Só que como todos pararam no tempo durante a segunda Guerra, nenhum dos jovens tem noção de como se comportar nos dias atuais. E é aí que Jacob vai entrar, ensinando seus amigos a “normalidade”, enquanto faz sua própria tarefa no Recanto, onde é tratado como um herói por ter exterminado os etéreos e acólitos, grandes inimigos dos peculiares.

Porém, as tarefas destinadas aos jovens não são o que eles esperavam. Quer dizer, eles salvaram o mundo, mereciam mais do que separar correspondência ou carregar peso, não é mesmo? Então, quando uma oportunidade de ouro aparece, Jacob e seus amigos não hesitam em agarrá-la e mudar suas vidas para sempre.

Acontece que Abraham Portman, o avô de Jacob, escondia um bunker secreto em sua casa. Depois de ir embora de Gales, Abe não largou a vida peculiar e seguiu pelos Estados Unidos caçando acólitos e protegendo todo e qualquer peculiar que encontrasse. No bunker, Jacob encontra informações que o levam a um antigo parceiro do avô e faz com que o garoto decida seguir seus passos.

Quando recebe sua primeira missão, Jacob não pode ir sozinho. Emma é a escolha óbvia, é claro, e os talentos de Millard e Bronwyn podem ser muito úteis nessa empreitada. Enoch acaba indo junto por insistência e não demora para os cinco se aventurarem pelos Estados Unidos para atingir seu objetivo. Mas será que Jacob está preparado para reviver o passado de Abe e desenterrar segredos sobre quem seu avô realmente era?

Resenha A química

 

Livro: A química
Autor(a): Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Páginas: 496

Resenha

Narrado em terceira pessoa, o livro conta a história da Dra. Juliana Fortis, uma especialista em agentes químicos, recrutada pelo governo para trabalhar em interrogatórios sigilosos a fim de adquirir informações de seus alvos sem deixar qualquer sequela.

Com sua grande habilidade em entregar resultados de forma rápida e sem vestígios, o trabalho da Dra era sempre requisitado e por esse motivo Juliana sabia demais, motivo pelo qual sua vida foi colocada em risco.

Após presenciar a morte de seu chefe e conseguir fugir a tempo, Juliana sabe que será a próxima vítima e dependerá de muita sorte e de todo o seu potencial e conhecimento para manter-se segura. Fugindo por três anos daqueles que a querem morta, nossa heroína não permanece em um só lugar por muito tempo, ela não tem família, não tem emprego e nem mesmo possui um nome verdadeiro. Agora ela é Alex e fará de tudo para vencer aqueles que a querem destruir.

Com sua rotina de fuga, troca de identidades e preparos de armas químicas, Alex é solitária e não confia em ninguém, ela só quer sua vida de volta. Por isso quando um de seus antigos colegas de trabalho faz contato lhe oferecendo a tão sonhada liberdade em troca de uma última missão que poderá salvar parte da população, ela aceita. Mas até onde ela poderá confiar sua segurança para concluir essa última missão?

7 livros engraçados para quem gosta de ler e dar boas risadas

1. Holy Cow: Uma Fábula Animal

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Autor: David Duchovny
Ano: 2016
Editora Record

Lembra do Fox Mulder, da série “Arquivo X”? Pois seu intérprete decidiu mostrar todo seu talento e humor ao contar a fábula de uma irreverente vaca chamada Elsie Bovary, que é também a narradora da história. A heroína quadrúpede tem uma revelação na casa da fazenda onde vive que deixa seu mundo de cabeça para baixo. Elsie convence um porco e um peru a fugirem dali em busca de um mundo mais seguro. Daí segue uma sequência hilária que envolve passaportes falsos, bichos disfarçados de seres humanos  e personagens espirituosos que falam sobre aceitação entre seres de espécies diferentes.

 

2. Azul da Cor do Mar

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Autora: Marina Carvalho
Ano 2014
Editora Novo Conceito

O romance conta a história da atrapalhada Rafaela Vilas Boas, que se vê realizando seu sonho de trabalhar na grande imprensa ao arrumar um estágio no jornal Folha de Minas. Porém, ela tem um pequeno problema chamado Bernardo, um colega de trabalho que não vai com sua cara. Alguns furos de reportagens e outros desastrinhos pelo caminho, e estabanada Rafa se vê buscando se livrar de uma obsessão da adolescência que mora na figura de um rapaz de mochila xadrez.

3. Cadê Você Bernadette?

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Autora: Maria Sample
Ano 2012
Companhia das Letras

Essa é uma divertida história de mãe e filha! Bee passa o livro tentando descobrir quem é de fato sua mãe Bernadette Fox e onde ela está, já a personagem desaparece do mapa após se ver obrigada a fazer uma viagem em família para a Antártida. Esse é o segundo livro da norte-americana Maria Samples. Não espere sentimentalismo barato dela, ok?

4. Galvez, Imperador do Acre

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5. O pau

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Autora: Fernanda Young
Ano 2009
Editora Rocco

A hilária Fernanda Young usa do seu já famoso humor nonsense para falar sobre a vingança de uma designer de joias bem-sucedida chamada Adriana. O motivo da desforra é uma traição cometida pelo namorado 14 anos mais jovem. Pelo título do livro, já dá pra imaginar qual é o foco da represália de Adriana. De forma hilária, a autora ironiza a teoria de Freud sobre a inveja feminina do falo. Bem, Fernanda Young…

6. Meu Coração de Pedra-Pomes

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Autora: Juliana Frank
Ano 2013
Companhia das Letras

Com muita sagacidade, a escritora brasileira retrata a rotina detestável de
Lawanda, encarregada da limpeza de um hospital e colecionadora de besouros. Como sua renda não é suficiente como faxineira, ela faz alguns serviços escusos aos pacientes. Paralelamente, ela faz macumbas como costurar borboletas em sua calcinha para que seu amante José Junior fique com ela. O romance é desbocado e não-convencional, ideal para quem não aguenta mais ler histórias de amor água com açúcar e quer dar umas boas risadas.

7. Como Ser Mulher – Um divertido Manifesto Feminista

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Autora: Caitlin Moran
Ano 2012
Editora Paralela

É com um humor escrachado que a jornalista inglesa Caitlin Moran responde a perguntas desde o nome ideal pra batizar aos próprios seios até se os homens odeiam as mulheres pra valer “no fundo, no fundo”. Ela aborda esses temas como se estivesse papeando com um amigo e faz reflexões com uma língua afiadíssima, porém, sofisticadas!

Resenha Cai o pano

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Título: Cai o pano

Autor: Agatha Christie

Número de páginas: 247

Editora: L&PM

Resenha

 

O brilhante detetive Hercule Poirot, agora aposentado e com sua saúde frágil, volta na mansão Styles onde se deu o seu primeiro caso, na época, ali foi cometido um assassinato brutal e as causas  se podem sentir pelos habitantes até hoje, a mansão agora é um hotel e a sensação de que existe algo ruim está sempre presente. Como não poderia faltar, Poirot chama seu inseparável e fiel amigo Arthur Hastings, esse recentemente sofreu a morte de sua amada esposa e sente falta de seus conselhos para a vida, principalmente com sua filha que está hospedada em Styles e parece estar se voltando para um lado que ele não aprova.

O que Hastings não esperava era que ao se encontrar com sua amigo ele lhe apresentaria cinco crimes cometidos, aparentemente sem quaisquer ligações, cinco casos em que se tem um suspeito ou condenado, mas sem que haja a certeza da autoria do crime,porém a mente extraordinária de Poirot conseguiu desvendar o plano perfeito, a forma altamente singular que esse perigoso assassino adquiriu para cometer seus crimes e ainda mais, descobriu a identidade dele.

Nosso detetive se recusa completamente a relevar a Hastings a identidade do assassino em série, eles então começam a chamá-lo de X, mas o x da questão não é descobrir a identidade do assassino e sim quem será sua próxima vítima. Sem revelar detalhes do modo de agir e nem da identidade de X, Poirot precisa que Hastings seja seus olhos e ouvidos na mansão, já que sua saúde está muito frágil e sua locomoção é um tanto difícil.
Quando conversas e fatos que despertam a atenção de Hastings surgem, ele relata a seu caro amigo que logo percebe que um crime está prestes a acontecer. O capitão Hastings analisa um a um para tentar desvendar X, porém muitos fatos surgem e o inevitável acontece, um novo assassinato em Styles, porém no modo X de agir, a polícia fecha o caso como suicídio, deixando Hastings ainda mais intrigado.

Resenha morte na Mesopotâmia

 

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Título: Morte na Mesopotâmia
Autor: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Número de páginas: 220

Resenha

O livro é mais um dos casos de Hercule Poirot, o detetive belga tão icônico que aparece em boa parte das obras da autora. Na história, a enfermeira Amy Leatheran narra sua experiência com a paciente Louise Leidner, uma mulher que sofria de angústia nervosa e era casada com o famoso arqueólogo Eric Leidner. A trama se passa em uma cidade árabe, durante uma escavação comandada por Leidner e sua equipe. Durante a história, ficamos tensos o tempo inteiro, querendo saber porque Louise sofria tantas paranoias e angústias e por qual motivo o clima entre as pessoas da escavação estava tão estranho.

Depois que um dos membros da equipe da escavação é brutalmente assassinado, é hora de Poirot entrar em cena e tentar descobrir quem teria motivos para realizar tal façanha, além de tentar explicar por que aquelas pessoas viviam em um clima tão pesado.

AS 10 PIORES ADAPTAÇÕES DE LIVROS PARA AS TELONAS!

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A Bússola de Ouro

Logicamente, quando se adapta um livro para um filme não se podem incluir todos os detalhes da trama, mas Chris Weitz enfureceu os fãs ao retirar, completamente, os últimos capítulos da obra original.

Além disso, o tempo de tela de cada personagem foi extremamente mal administrado. Existem desenvolvimentos excessivos, enquanto personagens carismáticos não são explorados. Fica difícil se apegar a determinados personagens, mesmo que o roteiro acabe forçando isso.

A batalha final também foi frustrante para os fãs. O embate épico, que imaginamos enquanto líamos o livro, se transformou em uma briga noturna. Na verdade, em algumas cenas, fica até difícil entender o que está acontecendo.

Apesar de tudo, para quem não leu o livro, A Bússola de Ouro ainda consegue ser interessante.

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Eragon

Eragon não é nenhuma grande obra-prima da literatura mundial, mas é um livro extremamente divertido, voltado para o público jovem e que consegue envolver o leitor com seu universo de fantasia bem desenvolvido.

A adaptação cinematográfica pecou em diversos aspectos. Personagens importantes foram deixados de fora, o roteiro foi desenvolvido de maneira previsível e a caracterização deixou a desejar.

O filme foi tão mal recebido por público e crítica que suas continuações foram canceladas.

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Percy Jackson e o Ladrão de Raios

Estrelado por Logan Lerman, o filme de Chris Columbus adapta a consagrada saga adolescente de Rick Riordan.

Infelizmente, a franquia acabou ficando à sombra de Harry Potter e não conseguiu conquistar o grande público, mesmo que tenha um excelente elenco de apoio e uma temática interessante.

Os fãs também ficaram decepcionados com a quantidade de elementos alterados da obra original. Sua sequência, O Mar de Monstros, conseguiu ser tão criticada quanto o primeiro filme.

Pelo menos, o filme conseguiu despertar o interesse de parte do público em conhecer a obra original.

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Guerra Mundial Z

Apesar de ter conquistado uma legião de fãs tão grande quanto as intermináveis hordas de zumbis presentes no filme, Guerra Mundial Z não tem absolutamente nada a ver com a obra original!

Logicamente, alguns personagens e tramas foram retirados do livro de Max Brooks, mas sua essência foi completamente alterada.

No filme, vemos a luta da humanidade para combater e controlar a praga dos zumbis. O livro se centra muito mais nas relações humanas e em como a sociedade se comporta diante da presença dos zumbis.

Vemos como o governo americano permite que um cientista enriqueça com base no desenvolvimento de uma falsa cura para a epidemia zumbi. Acompanhamos a África lutando para salvar o maior número de pessoas, enquanto milhões morrem nos campos de refugiados.

Guerra Mundial Z trata-se da natureza humana e de suas relações e não de uma luta contra zumbis.

Mesmo assim, o filme ainda é excelente, mas, se formos considerá-lo como uma adaptação, aí sim deixa muito a desejar.

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Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

O grande problema de Cidade dos Ossos é o tanto de tramas deixadas em aberto, o grande números de detalhes que ficaram sem explicação, além da extrema forçação de barra em romances com os quais não conseguimos sentir empatia.

A adaptação começa muito bem e possui uma produção, tão impecáveis quando os efeitos visuais. O problema é que ela se perde em meio ao roteiro e não consegue convencer, como a saga literária o faz.

Cidade dos Ossos não é um dos piores filmes do mundo, mas também está longe de ser bom.

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As Viagens de Gulliver

Jack Black é um ator engraçado e um músico talentoso, mas nem todas as suas obras funcionam… As Viagens de Gulliver é uma prova disso!

O filme tentou dar uma nova roupagem ao clássico de Jonathan Swift, mas as piadas extremamente infantis e as soluções para os problemas foram detonadas pela crítica e deixaram o público com uma imensa “vergonha alheia” nas salas dos cinemas.

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O Grande Gatsby

A adaptação do clássico de F. Scott Fitzgerald estrelada por Leonardo Di Caprio é impecável em sua produção.

A trilha sonora é magnífica, os efeitos visuais são fantásticos e o figurino é extremamente condizente com a obra original. Infelizmente, todo o resto destoa completamente da obra em que foi baseado.

Uma das principais críticas do público foi o fato do livro se focar na história de Nova York dos Anos 20, enquanto as filmagens foram feitas na Austrália.

Além disso, ficou parecendo que a produção priorizou o aspecto visual da obra e acabou deixando o roteiro de lado.

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A Letra Escarlate

Eis a primeira regra ao se adaptar um clássico da literatura: “Não mude o final!”

A adaptação de 1995 possuía em seu elenco nomes como Demi Moore e Gary Oldman, mas mesmo assim conseguiu decepcionar.

O filme foi um tremendo fracasso de bilheteria e extremamente massacrado pela crítica. Um dos principais pontos baixos foi o final feliz ao “Estilo Hollywood”, o que rendeu diversas indicações ao Framboesa de Ouro.

A simples alteração do final conseguiu deturpar toda a essência da obra original e A Letra Escarlate tornou-se um dos filmes mais odiados dos Estados Unidos.

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Alice No País das Maravilhas

Na San Diego Comic-Con de 2009Tim Burton disse que queria fazer uma versão diferente de tudo o que havíamos visto com relação à obra de Lewis Carroll.

“Assistindo às outras versões da obra, jamais consegui sentir qualquer conexão emocional por ela. É sempre só uma garota vagando de um personagem bizarro para outro.”

A crítica do diretor se aplica diretamente à sua própria adaptação. Alice no País das Maravilhas dividiu o público. Há que ame e quem odeie, mas, logicamente, deturpou completamente a obra original.

Apesar de ser uma releitura do clássico de Carroll, o filme é muito mais focado na trama do Chapeleiro Maluco e acaba deixando a personagem que dá título à obra de lado.

Mais uma vez, uma obra visual impecável, mas que deixa a história a desejar.

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O Guia do Mochileiro das Galáxias

O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma grande obra de ficção-científica e comédia da história da literatura.

Publicado em 1979, o livro se transformou em uma verdadeira Bíblia Sagrada dos Nerds e sua adaptação era extremamente aguardada pelos fãs.

Mesmo com nomes como Martin FreemanZooey DeschanelBill Nighy e Sam Rockwell no elenco, o filme conseguiu ser um desastre de bilheteria e crítica.

A saga é tão grandiosa e cheia de detalhes que, de fato, seria impossível adaptar toda a obra em apenas um filme. Obviamente, a produção falhou miseravelmente em levar o livro para as telonas e nem mesmo as piadas das páginas funcionaram no cinema, deixando os fãs com um terrível sentimento de decepção.

Fonte: https://legiaodosherois.uol.com.br/lista/as-10-piores-adaptacoes-de-livros-para-as-telonas.html#list-item-10

 

Resenha Belas Adormecidas

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Nome: Belas Adormecidas
Autores: Stephen King e Owen King
Editora: Suma
Gênero: Terror
Tradução: Regina Winarski
Número de Páginas: 728
Ano de Publicação: 2017

Resenha

 

A história se passa no condado de Dooling, onde uma mulher misteriosa, Evie, apareceu e o fenômeno conhecido como Aurora tomou conta do mundo inteiro. As mulheres não conseguem mais acordar e o mundo afunda num caos masculino de armas e disputa por poder, guerras, ignorância e misoginia. Finalmente livres para se expressar, homens atacam e incendeiam as adormecidas, enquanto outros lutam para proteger suas mães, esposas, filhas e mulheres amadas.

As ideias são fluidas e sempre se complementam e se fecham, o enredo é fácil e possibilita uma identificação imediata com o leitor. Esse calhamaço torna-se pequeno diante de uma narrativa tão ágil e gostosa. A linguagem é coloquial e bem direta e os diálogos são ótimos, mas os autores abusam das descrições e informações repetidas em alguns momentos, exibindo uma prolixidade desnecessária, consumindo páginas e tempo de leitura. Isso não me atrapalhou muito, no entanto, porque no cenário geral a história nos prende até o final e os eventos que vão se desenrolando em consequência da Aurora nos deixam cada vez mais curiosos para saber como os autores vão resolver tantos problemas. E eles conseguem resolver muito bem, por sinal.

 

Resenha a Coroa

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Título: A Coroa
Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
 Páginas: 310

Resenha

Eadlyn está dividida. Agora ela tem sua própria Elite – pra quem não lembra, a Elite são os últimos cinco Selecionados – ao mesmo tempo que o povo não está contente ao vê-la como regente, devido a essa situação que abre o livro.
Aliás, desde que Eadlyn foi nomeada regente, tudo ficou mais difícil pra ela. O fardo é muito pesado, mas ela está bem diferente em relação ao livro anterior, onde a garota mimada e estúpida (e de Áries) amadureceu conforme as adversidades foram surgindo. E ela está com sentimentos confusos em relação aos Selecionados. Como ela viu o conto de fadas que foi a história de seus pais, ela também quer um, mas não desse jeito…
Mas, pra piorar mais um pouco, alguns Selecionados revelam segredos impressionantes, ao passo que um certo Marid Illéa brota na trama, deixando a regente cada vez mais confusa. O povo não se sente representado por Eadlyn, e ela não sabe mais o que fazer pra alegrar seus súditos.

Resenha de A herdeira

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Título: A Herdeira
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Resenha
Por um acaso do destino Eadlyn é a herdeira do trono de Illéa, apesar de ter um irmão gêmeo, teve o azar de nascer primeiro e por isso sua vida seria guiada até o momento em que ela assumiria o trono. Se isso por si só, esse já era um fardo que ela não imaginava ser capaz de suportar, várias manifestações passaram a ocorrer no reino em decorrência da insatisfação dos súditos com a vida que passaram a ter após o fim das castas. Preocupado com o futuro, o rei Maxon propõe a Eadlyn que ela participe da Seleção como uma forma de aplacar os ânimos enquanto ele pensava num modo de atender e conter os anseios da população.
Aquele era um esforço muito maior do que ela pretendia fazer, afinal, ver a sua casa invadida por 35 estranhos não era algo que ela quisesse. Entretanto, se era tempo o que o seu pai precisava, ela daria isso a ele. Do momento do anúncio até os dias que se seguiram, Eadlyn não consegue encarar aquilo tudo como nada mais que um aborrecimento. Mas conforme a insatisfação do povo aumenta, a sua vontade de ser aceita pelas pessoas ao seu redor também. Mostrando-se cada vez mais acessível, a princesa tenta não soar tão dura e não parecer alguém tão ruim, e o resultando disso nunca se mostrou ser tão desastroso para o seu coração.
Enquanto lia “A Herdeira” me esforcei ao máximo para sentir qualquer tipo de empatia pela filha de Maxon e America, mas a verdade é que excetuando algumas situações muito pontuais, isso foi algo quase impossível. Extremamente arrogante e egocêntrica, Eadlyn pensa que o mundo inteiro precisa girar em torno dela, como se ela fosse uma espécie de rainha do universo e que ninguém mais possuísse qualquer valor. Sua marca registrada era uma frase de efeito que ela dizia nada mais nada menos que não havia ninguém no mundo tão poderosa quanto ela. Seria perdoável que isso fosse dito uma vez, mas constantemente ela repetia isso como uma maneira de autoafirmação de sua pseudo superioriedade sobre as pessoas.
O porquê disso está centrado no fato de que ela achava que ser herdeira do trono de Illéa era além de um peso, uma fonte de poder inesgotável. Não são raras as situações em que ela ameaça mandar os guardas darem chicotadas nos selecionados porque algum deles teve um comportamento que ela considera inadequado. Também não são poucas as vezes em que ela censura alguém por não ter feito uma mesura a ela ou por não ter tratado-a pelo título (olhos revirando aqui). Mesmo que eu considere que eles viviam sob uma forma de governo monárquica e que ela era uma princesa, era de uma extrema futilidade os ataques de raiva que ela tinha por as pessoas simplesmente não agirem da maneira que ela esperava – principalmente aqueles que foram criados longe do contato com a nobreza.
Ler essa história foi um sofrimento para mim, pois além da protagonista detestável, as tensões políticas são colocadas de lado e o leitor não tem acesso a nada disso. A característica distópica da série perdeu todo o sentido em “A Herdeira” de modo que ele poder ser classificado em qualquer outro gênero. E para coroar tudo isso, não vemos a força de America e Maxon, que não passam de coadjuvantes que não tem nem voz nem vez no que acontece no palácio. Nenhum selecionado me deixou particularmente empolgada e essa Seleção nem se compara com a que acompanhamos no primeiro livro da série. Faltou tudo aqui, mas profundidade e carisma eram necessidades urgentes e que deveriam ter sido colocadas para dar sentido ao enredo.

Resenha de Felizes para sempre

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Título: Felizes Para Sempre
Autor: Kiera Cass
Editora: Seguinte
 Páginas: 464

 

Resenha

Felizes para Sempre traz contos que esclarecem muitas situações de A Seleção, acontecimentos ou relações que ficaram obscuras à America, a personagem principal, e, consequentemente aos leitores. Acho interessante esse método dos autores em abrir e concretizar sua história a partir de outros pontos de vistas. A autora, com certeza, teria muitos problemas em explicar muito dentro da série principal e essa coletânea de contos foi extremamente útil e cabível.
     O primeiro conto, A Rainha, trata de uma personagem marcante e curiosa: a rainha Amberly, e explica muito sua postura na série, porém, foi um conto que acabou me incomodando. O conto demonstra o amor platônico e prejudicial que a rainha sempre nutriu por Clarkson, o que a colocou em um relacionamento complicado de abusivo. Esse conto me incomodou pois, apesar da autora explicar na introdução deste que não era esta a intenção, acabou justificando as atitudes de Clarkson e também da submissão de Amberly.
Mas foi interessante ver essa personagem quando mais jovem, sem aquela postura sábia que carrega – pelo contrário, Amberly é infantil e inocente nesse conto. Mas Clarkson continuou um personagem que não me agrada – não vi nada que mudasse minha opinião em relação a ele.
       A Favorita” foi o conto que mais me agradou. Traz a história de Marlee e Carter, história esta que ficou paralela à série e não conseguiu ter sua devida atenção na saga principal. Fiquei muito animada quando percebi que saberia o que realmente aconteceu nos bastidores. Marlee é uma personagem muito especial e firme, e adorei conhecer Carter com mais intensidade. Não gostei tanto, contudo, dos contos do Maxon e Aspen, só enfatizaram o que era obvio na “A Seleção”, apesar de atribuírem mais profundidade e vida à esses personagens.
     Há algumas cenas narradas pela Celeste, uma personagem gerou curiosidade no público de A Seleção. Há, também, um conto de Lucy, e um capitulo de A Escolha, e os primeiros capítulos de A Sereia. Kiera Cass escreveu uma introdução para cada conto seu, e achei bacana ela apresentar seu olhar, fora da própria narrativa.