Arte e Cura. Passado, presente e futuro

Livro: “Arte e Cura. Passado, presente e futuro”.

O livro escrito por Eurico Gaspar, em parceria com a Unimed Belém e o sindicato dos médicos do estado do Pará (SINDMEPA) é o resultado de uma ampla pesquisa sobre a história das doenças ao longo dos tempos. O texto é extremamente didático e acessível, você não precisa ser da área da ciências humanas ou das ciências da saúde para entender o conteúdo do livro. O autor realizou a proeza de resumir conteúdos pesados de uma forma simples e direta. Se você precisa fazer uma pesquisa académica, esse livro é uma ótima introdução/guia pois ele não aborda somente a história medieval, eurocêntrica, mas também faz um breve passeio pelos povos americanos antes de Cabral. Se você não se encaixa em nenhuma dessas denominações,a leitura desse livro vai deixar seu papo bem mais cult e interessante.

O título do livro, entretanto, deixou-me um pouco frustrada em relação ao seu conteúdo ( “não julgue um livro pela capa, né? Eu sei), ao contrário do que ele te faz acreditar, ele vai abordar unicamente a história das doenças, deixando de lado a relação da arte de lado. O que me deixou um pouco frustrada, pois a forma como a arte pode auxiliar os tratamentos, a maneira como os procedimentos eram ilustrados em pinturas e similares daria um tópico e tanto.

Embora o texto faça, em alguns momentos, referências as outras profissões, ele acaba pecando ao ficar muito centrado na medicina, como a ciência responsável por toda evolução do conhecimento da área da saúde, o que não corresponde a verdade (se você acredita nisso, volte duas casas no jogo da vida).

Não sei qual foi a circunstância que gerou a produção deste livro, mas a ideia foi incrível e merece ser explorada, da vontade de ler muito mais sobre o assunto. Os acertos e fragilidades do produto final resultaram em um belo livro que te deixa com mais vontade de saber mais sobre a história da saúde

Era uma vez um corredor

 

Quenton Cassidy, atleta da Southeastern University, sonha percorrer uma milha em quatro minutos. Quando está prestes a atingir sua meta, porém, a agitação política e cultural provocada pela Guerra do Vietnã chega ao pacato departamento de atletismo de sua universidade, mudando de forma repentina o rumo de sua vida: ao se envolver em um protesto organizado pelos colegas, Cassidy é suspenso da equipe de atletismo. Sob a tutela de seu amigo e mentor Bruce Denton, ganhador de uma medalha de ouro olímpica, Cassidy abre mão daquilo que seria seu futuro e incluía uma bolsa de estudos e a namorada, para se entregar a um refúgio monástico no campo.

Lá, ele começa a treinar para a competição de sua vida: uma disputa de igual para igual com o maior nome da história das corridas de uma milha. Um raro relato sobre os desafios dos corredores de elite.

Era uma vez um corredor é até hoje um dos romances mais bem-sucedidos de público e de crítica. Em narrativa inspiradora e divertida, revela o que o homem é capaz de fazer para superar seus limites e se tornar um campeão

 

 

 

O livro perfeito para quem é corredor, ele retrata o sacrifício dos km,os pensamentos que nós corredores por vezes temos.

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Perdida – Um Amor que Atravessa as Barreiras do Tempo (Carina Rissi)

– Você abandonou toda a sua vida por mim? – indagou apavorado.

– Não! Eu abandonei todo o resto para ficar com a minha vida! – eu o corrigi.

 

 

Perdida, de Carina Rissi, é um romance de época diferente de qualquer outro que você tenha lido, pois consegue misturar nossa contemporaneidade com o remoto século XIX com perfeita maestria. A autora nos apresenta à Sofia, uma mulher moderna que, mesmo com seus 20 anos, não consegue nem mesmo se alimentar sem a tecnologia. Um dia, seu valioso celular sofre um acidente no banheiro e ela se vê forçada a substitui-lo o quanto antes. Ao passar por uma loja e se deparar com o objeto tão desejado em sua vitrine, Sofia se vê obrigada a comprá-lo ali mesmo. A vendedora lhe vende um celular mais simples mas que, segundo ela, teria tudo que Sofia precisa. No caminho de casa, nossa protagonista acaba tropeçando em uma pedra e, após uma luz cegante vinda do celular, se encontra em um cenário completamente diferente – o século XIX! Ela fica assustada e perdida ( 😉 )e é aí que conhece Ian – um cavalheiro que logo a ajuda, achando que a moça tivesse sido assaltada, levando em conta suas vestimentas (regata e uma saia) inapropriadas para a época. Ele a acolhe em sua casa e lhe oferece toda ajuda necessária.

No decorrer da história vemos Sofia atrás de respostas e se apaixonando por Ian, um sentimento mais que recíproco. Porém ela sabe que não pode se apegar àquela época, pois havia pessoas que se preocupavam com ela, além do emprego que pagava sua conta todo mês. Sofia mergulha em um mar de pistas e, com o passar do tempo, chega cada vez mais perto de voltar para casa. Quando o momento chega de forma repentina, ela se vê com receio de voltar, sem querer deixar tudo o que conheceu naquele século para trás. Mas sua vontade não é levada em conta, e ela se vê mais uma vez no século XXI.

Novamente em seu tempo ela percebe que, mesmo com todas as dificuldades que enfrentava todos os dias com a falta de tecnologia, tudo de que Sofia precisava estava no passado – Ian. E esta se torna sua nova jornada: voltar para o homem que possuí seu coração.

Resenha: Assassinato no Campo de Golfe – Agatha Christie

 

Novamente nos deparamos novamente com Hercule Poirot, o extravagante detetive belga (mesmo que muitos o julguem francês), juntamente com seu ‘companheiro’ Arthur Hastings, cujo ponto de vista é o que narra a história.

Poirot recebe uma carta misteriosa e desesperada de um milionário monsieur Renauld, que acredita que sua vida corre sério perigo, e Poirot e seu amigo rapidamente se dirigem para o destino da carta – França. Mas ao chegar lá, descobrem que o homem havia sido assassinado na noite passada, apunhalado pelas costas num campo de golfe, com uma cova recém aberta a seu lado.

Esse foi o primeiro livro da Agatha que eu li (e peguei aqui no Clube mesmo), e mal terminei e já queria ler de volta por estar sentindo falta haha. Eu nunca tinha lido um livro dela antes, então estava receosa de a narrativa não me cativar, mas ela fez totalmente o oposto. Mesmo achando que sabia a forma que Poirot trabalhava, ele ainda me surpreendia a cada capítulo, prestando atenção à todos os detalhes importantes, invisíveis aos olhos de qualquer outra pessoa. Li em menos de uma semana e arregalei os olhos com a explicação detalhada do crime, de forma que não ficasse claro apenas à Hastings o que e como aconteceu, mas ao leitor também.

Posso afimar, sem receio algum, que Agatha Christie vale muito a pena.

Um breve desabafo…

Já pensaram em viver em um mundo sem palavras? Um mundo sem vírgulas ou pontos? Um mundo sem rimas ou poesias? Sem estrofres ou parágrafos? Sem capas nem lombadas? Sem escritores ou leitores?

Seria um mundo tão triste, não acha? Sem contos de fadas, sem histórias de aventura e heróis, sem palavras apaixonadas proferidas por casais em uma grande trama romântica… Tudo seria um grande e completo nada.

Me apavora sequer pensar em viver em um mundo, em que um dia, não exista mais livros nem histórias…

Que os livros e os contos existam por muito mais tempo que a humaninade. Assim os nossos sonhos e nossa imaginação permanecerão eternos nos nossos corações.

Resenha: Até Quando? O Vai e Vem

Título: Até Quando? O Vai e Vem
Autora: Christiane De Murville
Editora: Chiado
Páginas: 281

–   Resenha   –

João acreditava que a vida era injusta. Ele odiava seu emprego como servente de pedreiro, odiava as pessoas ao seu redor e odiava a si mesmo.

Era uma pessoa amarga sem qualquer sonho ou vontade de mudar o mundo ao seu redor ou a si mesmo. Porém, em um dia qualquer no trabalho, ele acaba se acidentando e morre tragicamente.

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Resenha: Meu Protetor

Título: Meu Protetor
Autora: Nana C. Fabreti
Editora: PinDragon
Páginas: 210

–   Resenha   –

Quem nunca teve aquela paixão platônica pelo garoto mais popular da escola? E ainda por cima seu vizinho de rua? Bom, Samantha passou por isso e também pela desilusão de uma paixão não correspondida e bem traumática. Quando já tinha fechado seu coração para o mundo e apenas se conformou em levar a vida a sua maneira, mal ela sabia que enquanto seu coração se fechava para o mundo outro coração arregalava as portas para o amor.

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Resenha: Alice No País Das Armadilhas

Título: Alice No País Das Armadilhas
Autora: Mainak Dhar
Editora: Única
Páginas: 253

 —    Resenha   —

Alice, uma jovem de 15 anos, vive em uma época “pós-apocalíptica”, onde os humanos se dividem em pequenos grupos independentes ou são recrutados pela Zeus, uma organização militar que aparentemente combate os perigos que cercam a cidade.

Alice passou a vida sendo treinada para matar os Mordedores: humanos que devido a radiação de bombas nucleares viraram zumbis que mordem humanos transformando-os em mortos-vivos. Porém tudo sai do controle quando Alice descide seguir um mordedor com orelhas de coelho para um buraco na floresta.

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Resenha: Halo

Título: Halo
Autor: Alexandra Adornetto
Editora: AGIR
Páginas: 468

—    Resenha   —

Anjos, divindades celestes feitas de luz e compaixão, instruídos a amar a humanidade e assegurar que as trevas não prejudiquem à ninguém. E claro que nesse livro não poderia ser diferente.

Gabriel, Ivy e Bethany são três anjos enviados do Céu à Venus Cove, em uma missão para proteger a cidade contra forças do mal que começam a aparecer.

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